A solidão como caminho
A solidão é, talvez,
o vírus mais silencioso do nosso tempo.
Vivemos mergulhados em ecrãs,
rodeados por vozes, imagens, mensagens instantâneas...
Mas o toque verdadeiro,
o olhar que permanece,
a presença que não se apaga quando a luz do telemóvel se apaga —
isso tornou-se raro.
É fácil estar com milhões.
Difícil é estar com alguém, verdadeiramente.
Difícil é estar consigo mesmo.
Porque abrir-se dói.
Dói tirar as camadas que nos protegeram.
Dói tirar a máscara sorridente que usamos até quando o coração grita.
Dói desmontar a armadura —
aquela que vestimos quando o mundo nos desiludiu uma vez… ou cem.
Mas eu escolhi.
Escolhi atravessar a solidão.
Não como um castigo,
mas como um caminho.
A solidão tornou-se o espelho onde, por fim, me vi.
É nela que escuto a minha alma,
que reconheço as feridas e acarinho os sonhos esquecidos.
É nela que percebo as minhas 5 partes —
as que gritam, as que choram, as que esperam,
as que se escondem…
e aquela parte em mim que nunca deixou de acreditar.
Sim, é difícil.
Mas há coragem dentro da dor.
Há ouro dentro da escuridão.
E sei:
para estar preparada para amar alguém de verdade,
tenho de me amar inteira.
Tenho de saber quem sou,
e o que vim fazer neste plano, nesta casa chamada Terra.
Porque amar o outro só faz sentido
quando já não tenho medo de estar comigo.
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