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Um avião atravessava-o com uma certeza que eu ainda estava a aprender a construir dentro de mim.
Nesse momento não me perguntei o que me faltava.
Perguntei-me o que precisava de imprimir em mim para também voar assim.
Este texto é isso.
São as 5 partes de mim que me trouxeram até aqui.
As partes que me reconstruíram.
Nasci com um sistema interno afinado.
Capto o que não é dito.
Sinto o que está por baixo das palavras.
Analiso, processo, ligo pontos que para muitos parecem soltos.
Durante muito tempo achei que isso era demais.
Que sentir tanto era um peso.
Hoje sei que era o meu motor.
Os aviões têm radar. Sem ele voam às cegas.
O meu radar nunca foi um defeito.
Foi sempre equipamento. Eu só ainda não sabia usá-lo.
Se sentes tudo a fundo e já te perguntaste se és demasiado, não és.
Estás só a aprender a calibrar o que em ti é raro.
Perdi o meu pai aos 3 anos.
A minha mãe aos 11.
Cresci numa instituição.
Não houve colo garantido.
Não houve alguém a dizer “tu consegues” nos dias difíceis.
Não houve raiz visível.
Aprendi a voar sem pista.
Construí uma vida. Fui esposa, fui mãe, fui presença para todos.
Mas dentro de mim havia um silêncio pesado. Um vazio sem nome.
Estive 28 anos casada a sentir-me sozinha, mesmo acompanhada.
Hoje sei o nome disso.
Autoabandono.
E não começou no casamento.
Começou quando aprendi que, para sobreviver, tinha de me apagar.
Quantas de nós começámos assim
a voar com uma pista que nunca foi construída para nós.
Ser mãe levou-me ao ponto de viragem.
Não foi fácil amar sem ter aprendido a ser amada.
Não foi fácil dar colo quando o meu foi tão curto.
Mas foi aí, nesse confronto entre o que não tive e o que queria dar,
que comecei a reparar-me.
Percebi que não podia sustentar ninguém com um motor desligado.
Comecei devagar.
Trabalho interior. Terapia. Formação. Coragem.
Aprendi que amar os meus filhos a sério exigia que eu me incluísse nesse amor.
Talvez estejas aí também
a tentar dar o que ainda estás a aprender a receber.
Hoje ajudo mulheres em transição afetiva.
Mulheres que se perderam numa vida construída para os outros.
Mulheres que sentem um vazio que não sabem explicar.
Mulheres que querem recomeçar, mas não sabem por onde.
Eu conheço esse lugar.
Não ajudo a partir dos livros.
Ajudo a partir do caminho que atravessei.
Dos dias escuros. Das dúvidas. Dos recomeços.
Só guia com verdade quem já se perdeu e encontrou o regresso.
O meu método GPS-RD nasceu disso.
Da reprogramação emocional que fiz primeiro em mim.
Não te entrego um mapa perfeito.
Dou-te direção.
E caminho contigo.
Se te reconheces, talvez seja a tua vez.
Escrever sempre foi o meu lugar seguro.
Quando não havia colo, havia palavras.
Quando não havia resposta, havia papel.
Quando não havia voz, havia escrita.
Hoje escrevo para que outras mulheres se encontrem.
Para que quem lê e pensa “sou eu”
saiba que não está sozinha.
Que o que sente tem nome.
Que o que vive tem saída.
Um avião não explica como atravessa o céu.
Mas deixa um rasto de luz.
É isso que quero ser.
E é isso que te ajudo a tornar-te.
Se chegaste até aqui, algo em ti reconheceu algo em mim.
E isso nunca é por acaso.
Quando estiveres pronta, eu estou aqui.
Sessão Recomeços com Direção
Método GPS-RD™
Recomeços com Direção https://gamma.app/docs/Sessao-Recomecar-com-Direcao-ekeeog2j39m41ik
Método GPS-RD™ https://gamma.app/docs/GPS-Emocional-Feminino-9ok0avdm8piwhlx
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