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Os Mistérios Secretos: O Mal do Século - A Ansiedade a Correr na Mente
Vivemos num tempo de inquietude constante, onde a ansiedade se tornou, para muitos, o verdadeiro mal do século. Mas o que é, afinal, a ansiedade? Será uma doença, ou apenas um estado que nos acompanha? A resposta é mais complexa do que parece. A ansiedade, por si só, não é uma doença. É uma resposta natural da nossa mente e corpo a determinadas situações. Torna-se problemática quando assume uma forma crónica, desequilibrando-nos e dominando os nossos pensamentos e comportamentos.
O que nos leva a este estado de ansiedade? São várias as razões. O stress, o medo, a arrogância, a vergonha, a insatisfação, a inquietação e a frustração são apenas alguns dos sentimentos que nos empurram para esta realidade. Cada um destes sentimentos funciona como um precursor da ansiedade, minando o nosso bem-estar e lançando-nos num ciclo de preocupação constante.
Mas por que estamos sempre com a mente tão ativa? Parece que, a cada momento, somos levados pela vida como se estivéssemos numa corrida sem fim, sempre a pensar no que vem a seguir. A nossa mente raramente repousa no presente. Em vez disso, projeta-se continuamente no futuro: o que vai acontecer daqui a uma hora, um dia, uma semana, um mês ou até um ano? Sentimo-nos empurrados a estar lá mais à frente, como se o futuro fosse o lugar onde finalmente encontraremos a paz ou a realização que tanto ansiamos.
Por que é que não nos permitimos, então, viver o aqui e o agora? Porque, no fundo, desejamos sempre mais. A sociedade em que vivemos pressiona-nos a estar em constante movimento, a buscar sempre mais conquistas, mais experiências, mais reconhecimento. E assim, caímos na armadilha de nunca estarmos verdadeiramente satisfeitos. Estamos sempre a olhar para o horizonte, para o que ainda está por vir, em vez de aproveitarmos o momento presente.
É importante refletirmos sobre isto. A ansiedade nasce da nossa incapacidade de nos desligarmos dessa mentalidade de antecipação constante. E, para combatermos este mal, é preciso aprender a valorizar o presente, a desacelerar a mente e a aceitar que, muitas vezes, o "agora" é tudo o que temos. Só assim podemos começar a quebrar o ciclo da ansiedade e encontrar um equilíbrio que nos permita viver com mais tranquilidade e paz interior.
A vergonha é outro grande gatilho. Ela nasce da sensação de não estarmos à altura dos padrões – sejam nossos ou impostos pela sociedade. Quando sentimos vergonha, isolamo-nos, afastamo-nos dos outros, o que pode intensificar os sentimentos de ansiedade. A arrogância, por outro lado, é muitas vezes uma defesa contra a insegurança e o medo profundo de sermos insuficientes. Tentamos projetar uma imagem de força, mas, no fundo, estamos a lutar contra a ansiedade de sermos descobertos como fracos ou falíveis.
A raiva, muitas vezes, surge como uma reação defensiva à ansiedade. É uma forma de nos proteger da vulnerabilidade e do medo. No entanto, esta raiva, quando não compreendida, alimenta ainda mais o ciclo de ansiedade.
O mais intrigante é que a ansiedade parece funcionar como algo contagioso. À medida que convivemos com outros que também estão a lutar contra os seus próprios medos e ansiedades, acabamos por absorver e refletir esses sentimentos. Tal como uma chama que se alastra rapidamente, a ansiedade pode passar de pessoa para pessoa, num ciclo que parece inescapável. Vivemos numa sociedade que nos pressiona constantemente a sermos mais, a fazermos mais, a termos mais. E quando todos ao nosso redor estão presos nesta espiral de insatisfação e medo, é fácil sermos puxados para dentro dela.
Reconhecer que estas emoções são máscaras e entender o que realmente as está a provocar é o primeiro passo para quebrar o ciclo. É importante procurar a raiz do medo, aceitá-lo e, gradualmente, desapegar-nos das falsas armaduras que construímos. Só assim podemos começar a libertar-nos da ansiedade que, de forma quase invisível, vai fazendo parte de nós e das nossas vidas.
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