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Agora que sei o que quero, deslindo numa linha de direção.
Quero ser vista na minha inteireza,
não como uma luz que pisca, mas como um brilho constante,
não como alguém quebrada, mas inteira, ainda que em processo.
Quero que vejam em mim o que é verdadeiro,
as sombras que abraço, as falhas que acolho,
e não o reflexo distorcido das suas expectativas.
Quero ser quem sou,
a mulher que nasci para ser,
a mulher que sempre esteve lá, mas que o medo abafava,
a mulher que agora toma posse,
não por concessão, mas por direito.
Eu sou Margarida –
pura, gentil, delicada,
cheia de amor por mim mesma,
um amor que brota como flor na primavera,
um amor que transborda para o mundo.
Já não me escondo,
não me moldo a medidas que não são minhas,
não fujo daquilo que sou.
Agora sei o que quero.
Quero um caminho que nasce da verdade,
uma linha clara que desliza entre emoção e razão,
sem pressa, mas com propósito,
sendo apenas eu – inteira, livre, viva.
Uma rota de plenitude onde floresço,
e onde brilha, finalmente, a mulher que sempre fui.
Margarida palavra da alma
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