Quando o Coração Quer Ficar e a Mente Diz Adeus

 Quando o Coração Quer Ficar e a Mente Diz Adeus

Há momentos em que sentimos o amor a escapar-nos, quase como areia fina que, quanto mais tentamos agarrar, mais rapidamente desliza pelos dedos. E, na ânsia de segurar o que nos preenche, muitas vezes aceleramos o coração e apressamos os gestos, esperando evitar o encerramento que se aproxima. É o conflito eterno: a mente procura proteger-nos, enquanto o coração ainda se recusa a deixar ir.

É doloroso, pois é um ato de aceitação. Aceitamos que não podemos controlar os caminhos dos outros, aceitamos que aquilo que desejamos nem sempre se desenrola como queremos. Mas, por mais desafiador que seja, encerrar também é abrir-se ao que está por vir. E quando o fazemos, algo belo se revela: a oportunidade de transformar o vazio em espaço, onde a vida possa fluir com mais verdade e paz.

E quem sabe o que achamos que o melhor é um fim, porque a mente assim te dita para te proteger de uma falsa proteção ardida que só te vai queimar mais e mais e afinal na linha pode-se deslumbrar em algo prometido pela vida que sempre esteve a tua frente, bem à frente do nariz.

Porque o que sentimos muitas vezes é, a ansiedade intermitente, tentando forçar uma resposta rápida, exigindo um final imediato ou um retorno apressado. A mente faz perguntas que não param e busca razões para tudo, enquanto o coração, impaciente, ainda espera sentir uma conexão, uma esperança. Mas, nesta luta entre o que queremos e o que é, aprendemos que só a paciência nos dá clareza.

Paciência é a sabedoria de permitir que a vida revele os seus próprios ciclos e a aceitação de que a espera não é vazia, mas um tempo de crescimento. É o equilíbrio entre o que desejamos profundamente e o respeito pelo ritmo natural do outro, pelo espaço que o amor verdadeiro precisa para florescer.

Talvez, então, seja possível ver que, ao encerrar um capítulo, não estamos a fechar as portas para o amor, mas a abrir caminho para um amor mais profundo e maduro – aquele que nos ensina a sermos completos por dentro. Um amor que sabe que aquilo que é realmente nosso encontra o caminho de volta, e o que precisa partir é também um presente que nos ensina a força de sermos pacientes com o nosso próprio coração.

Tudo isto está em mim, o medo de amar e de deixar esse amor entrar, por medo, um medo sem significado que só me atrasa autenticidade, sem expressar o que sinto de verdade e com intensão e respeito pelo outro, e agora entendo que isto deixa-me de fora, fora daquilo que a vida oferece gentilmente .... pobre a minha defesa 

E assim, ao aceitarmos o que é e deixarmos o amor fluir, sem pressas e sem resistência, permitimos que ele encontre um lar sereno em nós, para ser vivido de forma mais verdadeira, sem a ansiedade que tantas vezes nos afasta. Lembre-se, o amor é uma dança entre o deixar ir e o confiar, onde o que é para ficar sempre encontrará o seu espaço, sem pressas, sem pressões – apenas com paciência...

assim,

Parir com paciência de dentro para fora onde o mar se aclama e as erosão se abranda e é ai, sanar a ansiedade que é toxica o veneno que asfixia para depois parir os sentimentos verdadeiros, aquele que gritam do fundo da alma...para isso é preciso ter a coragem de carregar no botão e baixar o volume do "eu inferior" que só conhece uma falsa proteção... 

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