Texto para Reflexão
Na altura, estava envolvida num turbilhão emocional – uma separação recente, dores profundas e uma busca incessante por sentido no que parecia ser uma desconstrução daquilo que eu conhecia como vida. Senti a frase como um sussurro de algo maior, talvez o meu Eu Superior, tentando alcançar-me num momento de vulnerabilidade.
Hoje, meses depois, essa mesma frase surge-me de novo, como se tivesse esperado pacientemente que eu estivesse pronta para realmente ouvi-la. E agora entendo: era um convite. Um convite para aprender a escutar-me, a perceber que todas as respostas estão em mim, mas que para ouvi-las, preciso silenciar as vozes externas e, sobretudo, os ruídos do meu ego.
Ao longo do tempo, a vida mostrou-me que algumas relações chegam não para ficar, mas para ensinar. A separação com o pai dos meus filhos ensinou-me sobre o fim necessário, sobre o amor que não deve ser mendigado. A experiência com Pmmmm revelou-me os meus próprios vícios emocionais e como ainda havia feridas a curar. Cada um foi um espelho, refletindo partes de mim que precisavam ser vistas, reconhecidas e acolhidas.
Hoje, escolho confiar nesse Eu Superior que sempre esteve comigo, a guiar-me mesmo nos momentos em que eu não entendia o caminho. Escolho ser ouvinte das minhas verdades e seguir em frente com a certeza de que cada passo dado – mesmo os que pareceram errados – trouxe-me até aqui, até este momento de clareza e força.
Que este texto inspire quem também está a aprender a ouvir-se, a confiar no processo e a transformar dor em poder.
Margarida palavras vem da alma
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