A Pérola e o Alinhamento dos Céus
Carreguei durante anos as feridas da infância, como gavetas desarrumadas de um móvel esquecido no canto da memória. Perdi o meu pai quando tinha apenas 3 anos, e o peso dessa perda tornou-se uma sombra persistente. Quase o vi morrer diante dos meus olhos. Era uma dor que não sabia como nomear, muito menos enfrentar, e assim, engavetei-a, esperando que o tempo a fizesse desaparecer. Mas o tempo, por si só, não cura; apenas mascara o que não queremos ver.
Este trauma seguiu-me por muitos anos, refletindo-se em cada relação, em cada escolha que fiz. Sentia-me acorrentada, como se os elos do passado se enrolassem à minha volta, sufocando-me. Vivia com a liberdade de movimento, mas não com a liberdade de ser.
Agora, olho para o céu e vejo os planetas a alinharem-se, como se o próprio universo estivesse a orquestrar um convite ao meu renascimento. Desde outubro, comecei a realinhar-me por dentro, num processo que não foi suave, mas necessário. Foi como ajustar cada engrenagem de um relógio antigo, lubrificando as peças enferrujadas pelo tempo e pelo esquecimento. Este alinhamento interno, em sintonia com o cósmico, culmina agora. Sinto que estou finalmente a ajustar a minha frequência ao que desejo atrair: paz, amor genuíno e situações abençoadas.
Tal como o movimento dos planetas influencia as marés, também este alinhamento interno está a moldar o fluxo da minha vida. Cada dor enfrentada, cada memória reorganizada nas gavetas do coração, tem sido um passo rumo ao equilíbrio. Ao libertar-me do sofrimento, envio amor aos meus e àqueles que me são queridos, como uma prece de luz que envolve não apenas os meus dias, mas também o planeta Terra. Que este alinhamento cósmico seja a faísca de uma nova era, uma consciência coletiva desperta, em harmonia com o que é puro e verdadeiro, no entanto, convido-te tu que me lês a olhar para a tua consciência de ser individual onde dentro gravita o universo, é ai que a "porca torce o rabo" é ai o teu grande papel neste imensidão de tempo e espaço, não só o físico as necessidades da carne, mas é olhar para o verdadeiro alimento da alma entender o alinhamento desta nova
"era", entre o teu papel e como isso se vai refletir na tua vida e vai te preparar para o que esta por vir...
A liberdade, compreendi agora, não é apenas um estado físico. É um estado mental. Sei que a pior prisão é aquela que a mente constrói com as mentiras que nos conta. São as histórias de medo, escassez e dúvida que nos mantêm acorrentados. Mas, ao libertar a mente, liberto-me. Não estou mais presa ao passado que já passou. Hoje, sei que sou merecedora. Mereço o que é verdadeiro, genuíno, franco e direto.
Entretanto, podemos escrever o que nos vai na alma, e o que a tua mente te dita, com eu faço aqui, é libertador, centrar na respiração e estar estado contemplativo a observar a essa respiração, caminhar sacudir o corpo são práticas necessárias de existir,
dai porque reconheço o que carrego....
Sou uma pérola inteira, não porque o mundo me deu algo, mas porque aprendi a polir o que estava dentro de mim. A liberdade começa quando ousamos ver-nos como realmente somos: vastos, luminosos e capazes de criar a nossa própria harmonia.
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