Amar é sentir satisfação e aceitação pela vida tal como ela é. Não se trata de acrescentar ou retirar partes para que caiba num ideal, mas de reconhecer a plenitude que já existe. É uma dança delicada entre os 50% de emoção que nos ligam à intuição, ao sentir o outro sem palavras, e os 50% de racionalidade que nos permitem compreender o que vemos, ainda que não concordemos com tudo.
Amar é respeitar, não como um gesto passivo, mas como uma ação ativa e consciente. É oferecer espaço para que o outro seja, para que a sua individualidade floresça, ao mesmo tempo que protegemos o nosso próprio espaço sagrado. É este equilíbrio que nos permite ser autênticos — e isso é, em si, uma das maiores expressões de amor.
É nessa plenitude que o agir divino acontece. Quando estamos em paz conosco, quando sentimos o pulsar da centelha de amor que vive dentro de nós, abrimo-nos à magia do universo. Amar, no seu sentido mais profundo, é um estado de ser, e não uma troca ou uma conquista.
E por isso o amor não é raro. O que é raro são as almas que têm coragem de se conhecerem a fundo, de enfrentarem os seus medos, de abraçarem os seus paradoxos e de acreditarem na sua capacidade de amar sem reservas. O que é raro são aqueles que, ao cruzarem as encruzilhadas da vida, reconhecem que cada encontro, por mais breve ou intenso, é uma oportunidade para aprender e crescer.
Amar é, em última análise, viver com propósito. Não é algo que conquistamos, mas algo que se revela quando somos fiéis à essência de quem viemos ser nesta dimensão extraordinária.
E tu, estás pronta para observar a centelha de amor que já pulsa em ti?
Margarida palavras da alma
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