Amar é ser quem somos no mais pleno sentido da palavra


Amar é ser quem somos no mais pleno sentido da palavra

Não é algo que se encontra lá fora, numa busca incessante, como muitos acreditam. Amar começa dentro de nós, no espaço sagrado onde aceitamos quem somos por inteiro: as nossas falhas, a nossa luz, a nossa história. É olhar para as nossas incongruências e imperfeições não como obstáculos, mas como tesselas que formam o mosaico único que somos.

Amar é sentir satisfação e aceitação pela vida tal como ela é. Não se trata de acrescentar ou retirar partes para que caiba num ideal, mas de reconhecer a plenitude que já existe. É uma dança delicada entre os 50% de emoção que nos ligam à intuição, ao sentir o outro sem palavras, e os 50% de racionalidade que nos permitem compreender o que vemos, ainda que não concordemos com tudo.

Amar é respeitar, não como um gesto passivo, mas como uma ação ativa e consciente. É oferecer espaço para que o outro seja, para que a sua individualidade floresça, ao mesmo tempo que protegemos o nosso próprio espaço sagrado. É este equilíbrio que nos permite ser autênticos — e isso é, em si, uma das maiores expressões de amor.

O amor verdadeiro é uma alquimia interna.
É como encher o nosso próprio tanque com o combustível mais puro: o amor por nós mesmos. Porque quando estamos cheios de amor, não buscamos validação, não dependemos de expectativas irreais, não entregamos o nosso poder à aprovação alheia. Amar é viver com o coração cheio, não para transbordar em necessidade, mas para oferecer generosamente.

É nessa plenitude que o agir divino acontece. Quando estamos em paz conosco, quando sentimos o pulsar da centelha de amor que vive dentro de nós, abrimo-nos à magia do universo. Amar, no seu sentido mais profundo, é um estado de ser, e não uma troca ou uma conquista.

E por isso o amor não é raro. O que é raro são as almas que têm coragem de se conhecerem a fundo, de enfrentarem os seus medos, de abraçarem os seus paradoxos e de acreditarem na sua capacidade de amar sem reservas. O que é raro são aqueles que, ao cruzarem as encruzilhadas da vida, reconhecem que cada encontro, por mais breve ou intenso, é uma oportunidade para aprender e crescer.

Amar é, em última análise, viver com propósito. Não é algo que conquistamos, mas algo que se revela quando somos fiéis à essência de quem viemos ser nesta dimensão extraordinária.

E tu, estás pronta para observar a centelha de amor que já pulsa em ti?

Margarida palavras  da alma


 

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