A verdadeira autenticidade nasce da liberdade. A liberdade de aparecer quando a alma chama. De falar quando há algo a dizer. De escrever quando as palavras brotam de dentro, sem esforço, sem pressa, sem obrigação.
Antes, vivia sempre a correr, sempre a mil, como se houvesse um lugar onde precisava de chegar antes que fosse tarde. No fundo, achava que, se parasse, ficaria para trás, perderia algo, ficaria esquecida. Mas a ficha caiu.
A impaciência e o medo de perder eram as correntes invisíveis que me mantinham numa prisão. Uma prisão sem grades, mas com a ilusão de que o tempo me escapava por entre os dedos. Hoje, respeito-me. Respeito o meu ritmo. Respeito o fluxo da vida.
E aprendi a escutar. A escutar o que vem de dentro. A ouvir o bater do coração e a perguntar-lhe: O que tens para me dizer?
Estar alinhada com esse ritmo é um ato de amor. É um compromisso comigo mesma. É a entrega à vida sem resistência.
Por isso, hoje, estou aqui. Amanhã, talvez não. E tudo bem. Porque só assim posso estar inteira quando escolho estar. 💙✨
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