A Vida é um Filme com o Argumento Mal Redigido - será??


A vida é um filme, mas tantas vezes parece um argumento mal escrito. Há cenas que nos deixam confusos, diálogos que parecem fora de tom, reviravoltas que nos surpreendem ou nos ferem. Por vezes, olhamos para o guião da nossa própria história e perguntamos: “Isto faz algum sentido?”.

E, no entanto, há um fio invisível que liga cada cena, cada escolha, cada encontro inesperado. Há uma lógica que os nossos olhos humanos nem sempre alcançam. As pessoas que entram na nossa vida, os amores que nos elevam e os que nos despedaçam, as perdas que julgamos irreparáveis, os caminhos que se cruzam e depois se afastam… tudo parece aleatório até que, um dia, compreendemos que nada o foi. Cada momento teve um propósito, cada acontecimento foi um capítulo necessário.

Hoje sei que cada pessoa que se cruza comigo é um espelho, refletindo partes de mim que talvez ainda não tenha reconhecido. Mostram-me as minhas feridas, os meus medos, as minhas resistências, mas também a minha luz, a minha força e a minha capacidade infinita de amar. Não são encontros ao acaso; são mestres disfarçados.

Já perdi tempo demais a queixar-me do palco torto, das luzes mal ajustadas, dos figurinos que não me favoreciam. Já culpei circunstâncias, já acreditei que a culpa era do destino, do tempo, de quem passou pela minha vida sem ficar. Mas agora sei: sou eu quem decide o que entra e o que sai do meu filme.

Sou eu quem escolhe os cenários. Quero que sejam grandiosos, cheios de cor, cheios de alma. Quero que sejam paisagens de liberdade, espaços onde me sinta em casa.

Sou eu quem escolhe o elenco. Deixo entrar aqueles que acrescentam verdade, que elevam a energia da minha história, que vibram no mesmo tom que o meu coração. Afasto quem apenas traz ruído, quem tenta reescrever o meu guião sem a minha permissão.

Sou eu quem escolhe os figurinos. Quero roupas que expressem quem sou, que me façam sentir viva, poderosa, inteira. Quero que cada tecido sobre a minha pele me lembre do respeito e do amor que tenho por mim.

Sou eu quem escolhe cuidar do corpo que transporta a minha alma nesta jornada. Escolho movimento, escolho alongamentos que libertam, automassagem que cura, Reiki que equilibra, cristais que potencializam a minha energia. Escolho honrar este templo que me foi dado.

Sou eu quem treina a minha voz, a minha postura, a maneira como me coloco no mundo. Escolho que cada palavra seja dita com intenção, que cada gesto seja carregado de presença e consciência.

Sou eu quem escolhe amar sem fim os meus filhos, porque são a extensão mais pura do meu coração. Mas acima de tudo, escolho amar-me a mim, porque só estando inteira posso dar amor verdadeiro a quem me rodeia.

E nesta grande produção que é a minha vida, há um guião maior do que eu. Um guião que me ultrapassa, escrito por uma força que tudo vê e tudo sabe. Eu posso não entender cada cena, mas confio no Argumentista. Deus sabe o que está a fazer. E é Nele que coloco a minha fé.

Não peço, porque pedir é carência.
Eu decreto, porque decretar é certeza.

E o meu decreto é este:
Sou uma mulher magnífica, magnética. Tudo o que sonho já está a caminho de mim, multiplicado, perfeito, no tempo certo.

O meu filme não será um qualquer.
O meu filme será extraordinário.






 

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