O coração pulsa num ritmo de picos e vales, numa dança que por vezes é apressada, outras vezes vacilante, e outras, ainda, marcada por um vazio inquieto. E eu pergunto a mim mesma: o que realmente me falta? A resposta é óbvia—nada. Só preciso de me permitir sentir. Já sou suficiente, tal como sou.
Observo, vezes sem conta, essa pressa generalizada em encontrar "o tal". A cara-metade, a alma gémea, o amor da vida—tantos nomes para algo que muitos procuram como se a felicidade estivesse fora de si mesmos. Estamos a poucos dias do Dia dos Namorados, e este ano vou celebrar. Mas não porque tenho alguém ao meu lado. Vou celebrar comigo. Porque eu sou o grande amor da minha vida.
Essa ficha caiu há algum tempo, e a verdade dela cresce dentro de mim, como raízes que se entranham na terra. Sei que a minha vibração precisa de ser de amor por mim mesma, pois só assim esse amor se poderá refletir à minha volta. Então, já preparei os meus pequenos mimos: um bom vinho, uma lingerie bonita, um jantar especial. Não preciso de esperar por ninguém para celebrar a vida.
No supermercado, observei um corrupio de moços a escolherem presentes, talvez com nervosismo, talvez com expectativa. Para mim, o presente já está dado. Aprendi a apreciar a minha própria companhia, e percebo que, quanto mais gosto de estar sozinha, mais me encontro. É no silêncio que aprendo sobre mim. É quando paro que a minha vibração se alinha e o meu coração encontra paz.
Ao longo deste caminho, aprendi cinco verdades essenciais:
- O amor começa sempre em primeiro lugar comigo.
- A gratidão transforma tudo—é reconhecer o que sou e o que tenho.
- Celebrar a vida não depende de ter companhia.
- As palavras e os pensamentos que nutro sobre mim fazem toda a diferença.
- A vida está a mostrar-me exatamente o que preciso de viver agora—e eu escolho aproveitar cada instante.
Estou comprometida em estar bem comigo. E isso basta.
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