Como uma oliveira

 



Como uma oliveira

Desde o início deste ano, tenho vivido uma profunda fase de introspeção. Não está a ser fácil, confesso, mas sinto que cada passo que dou, mesmo quando parece tropeçar, é como bater em algo que está destinado a voltar ao seu estado original — puro, autêntico, essencialmente eu.

Estou a aprender a amar-me verdadeiramente, a reconstruir a minha autoestima e a olhar para os desafios com um novo prisma. Esta jornada de autodescoberta, apesar de intensa, é crucial. Sei que será um presente precioso, porque quero uma vida linda, plena de amor e alegria. Quero ser um exemplo extraordinário para a Inês, deixar-lhe um legado de força, amor-próprio e esperança. Também desejo inspirar as mulheres que se cruzem comigo, mostrando que, mesmo depois das tempestades, podemos florescer.

No meu coração, decreto e desejo um amor que me respeite, que me honre, que seja atento, delicado e protetor. Um homem que caminhe ao meu lado, que agregue e nunca subtraia. Alguém sensível, que saiba ouvir os meus silêncios e perceba as minhas necessidades sem eu precisar de traduzir tudo em palavras. Alguém que me trate como uma rainha, com a delicadeza de quem entende a importância dos gestos sinceros.

O meu corpo, tantas vezes em alerta, está a aprender a relaxar, a confiar, a sentir-se seguro. Estou a ressignificar feridas antigas, a permitir-me descansar nos braços da vida, com a certeza de que a abundância e o amor que desejo também estão a caminho.

Acredito que o que nasce torto pode, sim, endireitar-se. No meu quintal, tenho uma oliveira que me lembra isso todos os dias. Quando ma deram, o tronco estava inclinado, meio torto, parecendo perdido. Mas com alguns ajustes, cuidados e paciência, transformou-se numa árvore linda, firme e cheia de vida. Assim será a minha vida no futuro próximo.

Estou a lançar raízes mais profundas, a fortalecer os ramos do meu ser. Porque eu mereço. E sei que, tal como a oliveira, também eu florescerei. 🌿💖


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