Ritual de Verdade – entre a Lua, Fátima e a Mulher que Me Torno
(por Margarida Baptista)
12 e 13 de maio.
Dois dias que não são apenas datas no calendário.
São portais. São espelhos. São gritos do céu a dizer: acorda.
Ontem, a lua cheia em Touro iluminou os cantos escuros da alma.
Veio mexer com tudo o que ainda vive em resistência, em negação, em medo.
Quem não está a ouvir o corpo — ouve agora aos gritos:
dores de cabeça, tonturas, ouvidos que apitam, noites sem sono…
O corpo fala. E quando não o ouvimos, ele grita.
Hoje, dia 13 de maio, dia de Fátima.
Um dia que poderia ser visto como azar por alguns, mas que para mim é portal de bênção.
É dia de Maria — da Mãe que cuida e sacode.
Da Mãe que ama tanto que não nos deixa continuar a fingir.
A vida está a empurrar-te para a tua verdade.
Não adianta resistir.
Não adianta dizer “eu sei” se não tomas a decisão de romper.
Romper com o velho.
Com os padrões que já não te servem.
Com a versão de ti que já não cabe na alma que tens hoje.
E sabes do que mais?
Não importa se é amor, trabalho, saúde ou dinheiro —
quando uma área da vida está desalinhada, as outras sentem.
A vida é uma rede.
E está na hora de limpar os nós, não de os esconder.
Estamos quase a meio do ano.
É agora.
É agora ou vais continuar a empurrar a tua verdade com desculpas?
Este é o tempo de agir, romper e renascer.
De fazer aquele compromisso que não deixa margem para voltar atrás.
O teu corpo já te avisa. A tua alma já te chama.
Agora, só falta tu responderes.
E neste dia de Maria, deixo-te este sussurro do Céu:
“Filha, tu já sabes.Não precisas de permissão para te escolher.A minha luz está em ti — sempre esteve.Sê a mulher que vieste ser.Sê a tua própria cura.”
Amém.
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