A desilusão não vem por acaso

 


A desilusão não vem por acaso

É uma ferramenta quase cirúrgica de Deus.
Quando Ele quer retirar alguém da nossa vida, não há ruído, não há drama — há desilusão.
É como se um véu caísse.
E aquilo que achávamos ser profundo, bonito, cheio de possibilidades… revela-se raso, morno, sem alma.

Deus mostra. Mostra que essa pessoa já não vibra na mesma frequência,
que não partilha dos mesmos valores, nem da mesma inteligência emocional.

E quando uma mulher está curada, desperta, madura…
ela não volta atrás.
Não reabre portas que já não a recebem.
Não insiste onde já não há presença.
Porque ela sabe: deu tudo. Falou, entregou, tentou.

Mas também sabe a hora de se levantar com dignidade e ir embora.
Porque amor sem reciprocidade é abandono disfarçado.
E uma mulher inteira não aceita ser metade na vida de ninguém.

Enquanto escrevo, deixo tocar a certeza suave que ecoa em “Better Days”...

“I know you've been hurt, I know you're in pain, but just hold on — better days are coming.”

Porque quando uma mulher se escolhe,
ela não teme o vazio momentâneo…
ela confia — porque sabe que os dias bons não se mendigam.
Os dias bons chegam.
E ficam.

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