O Teu Útero Não É um Caixote de Lixo Emocional

 


O Teu Útero Não É um Caixote de Lixo Emocional

Há mulheres que se sentem exaustas...
E nem sabem bem porquê.

Cuidam da casa, dos filhos, do trabalho, da vida… e mesmo assim sentem uma fadiga que não se explica com o corpo.
Porque o cansaço de que falo é outro.
É um cansaço da alma.
Um peso que vive dentro, bem dentro. No ventre. No útero.

Poucas nos ensinaram que o nosso corpo é um templo.
Que o nosso útero é um receptáculo sagrado.
E que cada homem com quem nos deitamos, deixa mais do que o corpo.
Deixa energia. Deixa dores. Deixa aquilo que não consegue sustentar em si.

Somos esponjas energéticas.
Recolhemos o que o outro não quer ver.
E guardamos... sem saber.
Guardamos as mágoas dele, os traumas dele, as frustrações dele.
E um dia acordamos com um vazio que não é nosso,
uma tristeza que não sabemos nomear,
uma raiva que não vem de dentro.

É preciso saber: a energia masculina permanece no útero por cerca de 6 meses.
Mesmo que a relação tenha durado pouco.
Mesmo que tenha sido só uma noite.
Mesmo que digas a ti mesma: "não significou nada."

Significou.
Porque tu significas.
Porque o teu corpo é um campo de energia viva, não um lugar de despejo emocional.

Vejo tantas mulheres, sobretudo depois dos 45,
a dizerem que estão “livres”, que agora é “tempo de gozar”,
de saltar de um homem para outro sem culpa.
Mas será mesmo liberdade?
Ou apenas mais uma forma de nos afastarmos de nós?

A verdadeira liberdade não é ter muitos corpos,
é ter consciência sobre o corpo que tens.
É honrar quem entra.
É saber dizer: aqui só entra quem me vê inteira, quem está curado o suficiente para não me deixar doente.

Sexo é sagrado.
E não se trata de moralismos. Trata-se de energia.
Trata-se de saúde emocional, espiritual, física.

E se te sentes cansada, desconectada, confusa, talvez seja tempo de limpar.
De cortar laços.
De recuperar o teu centro.

Pede ao teu corpo que te mostre o que guardou.
Ao teu útero, que te diga quem lá ficou.
E se for preciso, liberta. Com amor, mas com firmeza.

Tu és sagrada.
E tudo o que entra em ti tem de estar à altura desse sagrado
.

Margarida Baptista

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