Hoje não é um dia qualquer.
Hoje é o último dia de um ciclo que durou 20 anos.
Vinte anos de entrega, de serviço, de sombras e de luz, de aprendizados que moldaram quem sou.
Hoje é o último dia na IGAC.
E não poderia ser mais simbólico, mais certeiro, mais cheio de significado.
No mesmo dia em que há 48 anos o meu pai partiu,
a vida decidiu oferecer-me um novo começo.
Não como um acaso, mas como uma bênção.
Pedi paz, e Deus deu-me liberdade.
Pedi coragem, e Ele deu-me caminho.
Pedi sinais, e recebi presenças.
Pedi amor-próprio, e encontrei-me em espelhos inesperados.
Hoje, sei que quando caminhamos com fé,
Deus dá-nos sempre mais do que pedimos.
Não apenas nas grandes conquistas, mas nos detalhes que tocam a alma:
num sorriso enviado, numa mensagem que aquece o coração,
num “yuuupiii” que se ouve dentro do peito.
O que estou a viver agora é mais do que mudança.
É renascimento.
É resposta a um amor antigo que tenho pela vida, mesmo quando ela me doeu.
É a certeza de que nunca estive sozinha.
Levo gratidão por tudo o que fui nestes vinte anos.
Mesmo quando parecia que estava na sombra, eu crescia.
Mesmo quando me mandavam ir para onde não escolhi, eu aprendia.
E hoje, não sou a mesma.
Sou mais mulher, mais inteira, mais disponível para receber o novo.
E que venha esse novo com a leveza que mereço.
Porque, no fundo, a vida só nos pede uma coisa:
confiança.
Acredito que Deus tem um plano maior.
E hoje, 25.07.25, é a prova disso.
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