Hoje 7 do 7 — Entre o impulso e a verdade

 

🌕 7 do 7 

Hoje o dia tem magia.
Não da que se vê com os olhos,
mas da que se sente na pele.
7 do 7. Número da alma.
E eu aqui — a escutar a minha.

Voltei a ler o que escrevi.
Olhei para dentro, sem pressa,
e vi-me em cada palavra.

Percebi o impulso antigo de querer ser escolhida.
O desejo urgente de sentir conexão
como se o tempo fosse um inimigo
e a escolha do outro, uma âncora para o coração.

Mas hoje sou mulher com raízes.
Não corro mais atrás do que não me escolhe com verdade.
A ansiedade não é bússola.
E o amor não se implora, nem se força.

Sei que há gestos doces, palavras trocadas,
um flerte que aquece.
Mas também sei que o que é verdadeiro não precisa ser apressado.
Que quem quer, vem.
Que quem sente, demonstra.
E quem sabe o que tem diante de si, cuida.

Já dei demais, antes de tempo.
Já chamei entrega a desequilíbrio.
Já me silenciei para caber no espaço de quem não me via.

Mas agora não.
Agora caminho com amor próprio e pés no chão.

Dou, sim.
Mas só o que transborda.
Recebo, sim.
Mas só o que vem com verdade.

O flerte já não é refúgio.
A intensidade já não confunde.
E a espera disfarçada já não me veste.

Hoje, no 7 do 7, escrevo para mim.
Para lembrar que mereço paz e presença.
Que sou inteira.
E que há beleza em seguir em frente sem implorar pelo regresso de ninguém.

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