A Porta Deslindou

 Hoje, dia 7 de setembro, nada e mais nada parecia acontecer. E ainda assim, neste mesmo dia, outros 7 de setembro hão de vir, lembrando-me de tempos que ficaram para trás. Hoje liberto-me. O meu olhar caminha para uma porta que já deslindou, uma porta que por tanto tempo esteve trancada e agora se abre para o meu próprio horizonte. A chave estava sempre comigo: intenção, foco e determinação. Vou com coragem, consciente de que o meu propósito é maior do que tudo o que já escrevi ou imaginei.

Escrever é para mim uma forma de expressão, mas também um sonho: escrever um livro. Outro propósito que carrego é a mentoria que estou a desenhar, onde tudo o que sei se transforma em novas e inéditas ferramentas para ajudar mulheres a recuperarem a sua voz autêntica.

Ontem disseram-me que sou espontânea. Sorri, porque por muito tempo não via isso em mim. Quem vê quem sou é um espelho vivo, e sou grata pelos mensageiros que se cruzam comigo: levo um pouco deles e, de certeza, deixo um pouco de mim.

Hoje não me apetecia escrever, mas a alma gritava alto que precisava de se expressar. Sempre tive receio do que os outros poderiam pensar de mim, estive muito tempo em modo de espera. Ontem caiu-me mais uma ficha enquanto aguardava por alguém: a vida dizia-me que não precisava submeter-me a isso. Segue com o coração leve. Nada é para sempre, nada é para nunca.

Hoje também senti uma dor intensa no peito, como se perdesse alguém querido. Mas sigo em frente, porque sei que cada dor cai por terra num solo fértil, preparando-se para brotar coisas novas e maravilhosas.

Resumindo, e talvez baralhando como se diz na gíria: sentir é preciso, mais do que isso, é preciso coragem para sentir e integrar o que o nosso discurso interno nos pede para arcar. Sou complexa, sou expansiva, sou ar, sou intensidade. Quem não entende isto não está na mesma frequência que eu, e está bem assim. Sou inteira, seguindo com amor por mim e para mim.

Aula Do silencio à Voz

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