Seguir o coração, mesmo que não seja o destino final

Hoje escrevo ao som de Show You do ZIAN, uma canção que me lembra que seguir o coração é permitir mostrar quem sou de verdade, mesmo que o destino seja incerto.


Há quem viva preso ao tempo, a contar minutos, a medir distâncias, a colecionar perdas. Mas quando seguimos o coração, tudo isso se dissolve. O coração não vive no relógio, vive na eternidade do instante.

A minha geração veio para curar relacionamentos, para quebrar silêncios antigos e dar voz às emoções que antes eram escondidas. Viemos para aprender a expressar o que sentimos, mesmo que isso nos torne vulneráveis. Porque só na vulnerabilidade há verdade.

Seguir o coração não significa encontrar sempre um porto seguro. Às vezes significa apenas navegar, sentir o vento, deixar que a brisa nos toque a pele como a maresia que nos envolve. O coração é como o ar que respiramos, invisível e ao mesmo tempo vital.

Pode ser que este caminho não seja o destino final. Pode ser apenas um encontro de almas que se reconhecem, se curam e depois seguem em frente. Mas isso não retira beleza ao percurso. Pelo contrário. Dá-lhe brilho, porque é na intensidade do agora que o coração aprende a amar sem correntes.

Hoje sei: não nego o que sinto, não apago o calor que arde no meu peito. Mas também não me perco nele. Sigo o coração, sabendo que ele é bússola, não prisão. Ele mostra-me o caminho, mesmo que o destino seja outro.

E no fundo é isso que importa: permitir que a vida nos atravesse, que o amor nos toque, que a verdade se expresse. Porque o brilho está na pele como o coração está para o ar.

Enquanto escrevia, ouvi Show You. E pensei: escrever o meu coração, mostrar minha essência, isso já é um caminho, talvez não o destino final, mas o único que realmente vale a pena trilhar.

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