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Vou em linha que nem sempre é reta, às vezes inclina-se, dobra-se, hesita.
Mas continuo.
Percebi, com o tempo, que o limite nunca foi o mundo.
O limite sou eu, quando me esqueço de quem sou.
A coragem não chega de rompante.
Ela aprende a falar alto mesmo quando a voz treme.
Mesmo quando o medo tenta ocupar tudo.
Sou uma mulher curiosamente determinada.
Resiliente não por escolha, mas porque a vida me pediu isso vezes demais.
Caminhei por recantos onde a luz quase não entrava, e ainda assim trouxe de lá presentes.
Marcas na alma que hoje são ferramentas.
Força que uso quando ser é urgente.
Nem sempre é fácil.
Nem sempre vou firme.
Mas vou, porque há algo dentro de mim que se agita quando me desvio de mim mesma.
E aprendi a honrar esse movimento.
Há em mim uma inquietação que já não é dor.
É impulso.
É vontade de crescer, não por vaidade, mas porque já perdi o suficiente para saber o que realmente importa.
Hoje sei.
A única perda que não aceito é a de mim própria.
Recuso-me a encolher para caber.
Recuso-me a murchar por mãos vazias que nada têm para oferecer.
Recuso-me a alimentar ilusões que me afastam da verdade.
E recuso, com toda a clareza, voltar a lugares onde já estive e de onde nada levei.
A vida não é força bruta.
A vida é presença.
E há um sol dentro de mim.
Um sol que não pede permissão para brilhar, mas que depende da minha atenção para não se apagar em pensamentos excessivos.
Porque pensar demais cansa.
E cansa a alma que já sabe.
Esse sol é a minha bússola.
Quando o sinto aceso, vejo o mundo com outra luz.
Até o céu parece responder.
Por isso, hoje, a minha única urgência é esta
vigiar o que penso
escolher o que alimento
e não perder de vista o brilho que me guia.
Olha para o teu sol.
Talvez ele já esteja a tentar falar contigo.
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